Situações de desamparo e total falta de perspectivas levam ao que psicólogos chamam de “resignação passiva”.
“Uma linha de pesquisa iniciou estudos com animais para entender quais eram os efeitos psicológicos do sentimento de desânimo. Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, hoje conhecido por suas obras sobre otimismo, realizou, em 1967, uma experiência com cachorros para estudar a resignação.
Em um experimento, foram formados três grupos de cães por coleiras. No primeiro, os animais recebiam 64 choques elétricos dolorosos, com intervalos de 1 a 2 minutos. Mas, caso tocassem com o focinho em uma placa colocada diante deles, o choque parava. Caso contrário, continuava durante 30 segundos.
Vinte e quatro horas mais tarde, os cães foram colocados dentro de uma gaiola (shuttle boz), criada por pesquisadores para estudar o estresse. Ela é composta por dois compartilhamentos separados por uma barreira, como uma miniquadra de tênis. Dentro dela, os cães ouviam um sinal sonoro que anunciava que dali a 10 segundos receberiam um choque elétrico no compartilhamento onde estavam. Caso pulassem para o outro lado, evitariam o choque.
O segundo grupo, de controle, não passou pela fase da coleira, foi direto para a gaiola. O terceiro teve a experiência prévia da coleira, com a diferença de que o choque não era interrompido com o toque com o focinho. Depois de 24 horas, esses cães passaram para a gaiola nas mesmas condições que os outros dois grupos.
A partir dos resultados, constatou-se que o tempo médio levado para passar para o outro compartimento (evitando o choque) foi de cerca de 27 segundos para os cães do primeiro grupo e os do controle. Curiosamente, os cachorros do terceiro grupo levaram em média quase o dobro do tempo para escapar (48 segundos).
Apesar de perceber que o choque chegava 10 segundos depois do sinal, mais de 75% dos cachorros do terceiro grupo não conseguiram evitar pelo menos nove de cada dez choques, ao passo que nenhum cachorro do grupo 1 chegou a tal ponto. Seligman concluiu que os cães estavam passivos e, por essa razão chamou-se de “resignados”: é o famoso fenômeno de “resignação passiva” (learned helplessness).”
Esse texto extraído da revista PSICOLOGIA nº 5 nos traz a características do poderia ser um pessoa desmotivada na vida pessoal ou profissional, que reagem para colaboração apenas mediante a pressão.
Sobre “os olhos” da sociedade ou a supervisão dos chefões o movimento ou a produção de algo está sobre supervisão e controle, mas e a mudança de fato de postura (pessoal) ou de processos (profissional).
Fica aqui mais uma colocação e também mais uma pergunta:
1 – AS PESSOAS PRECISAM SER ESTIMULADAS PARA QUE POSSAM CRESCER, PRODUZIR, SORRIR.
2 – COMO OS GESTORES (EMPRESAS) PODEM CONTRIBUIR PARA QUE SEUS COLABORADORES POSSAM SAIR DA PASSIVIDADE PARA AÇÃO E ATITUDES